No Foil Carving 360 você carva um círculo completo de heelside no hydrofoil, sem sair da água nem trocar os pés, mandando o kite pra cima e depois pro loop.
Também conhecida como: kite foil 360 · heel-side 360 · standard 360
Pré-requisitos
Destrava
Nada na árvore depende dela ainda — a manobra vale por si.
Escolas ensinam de formas diferentes
As fontes consultadas discordam sobre onde a manobra se encaixa e sobre o loop do kite ser obrigatório. A Progression coloca o 360 primeiro, chamando de passo inicial mais fácil e um bom foco antes de encarar uma tack. Já a MACkite arquiva os carving 360 entre as manobras mais avançadas pras quais o episódio de duck tack to toeside prepara o terreno. A MACkite também diz que, se você estiver com bastante velocidade, talvez nem precise loopar, enquanto a Progression trata o loop justamente como a parte do 360 que a tack de heel pra toe deixa de fora.
Condições ideais
Água flat, com potência moderada. A Progression junta o 360 com as tacks no mesmo grupo de curvas pra upwind e coloca os kites de 8 a 10 m como faixa ideal: é o meio-termo entre sustentação e velocidade de giro do kite, o que ajuda na saída. Kites de 6 m pra baixo geram sustentação por menos tempo, então o empuxo pode acabar antes de você fechar a curva. Com vento muito fraco a técnica precisa estar redonda pra você conseguir a sustentação necessária. Água mais flat deixa você carvar forte na entrada da curva com menos chance de a ponta da asa sair pra fora, e tem menos turbulência embaixo d'água.
Como fazer
1. Monte a entrada
- Escolha água flat e uma sessão com potência moderada. A Progression coloca 8 a 10 m como faixa ideal pra aprender, porque de 6 m pra baixo o kite gera sustentação por menos tempo e o empuxo pode acabar antes de você fechar a curva.
- Use front wing grande. A MACkite pede isso na tack de carve pra upwind que ele mesma chama de base pros carving 360: mais estabilidade e você precisa de menos velocidade.
- Tenha as duas jibes na mão antes de tentar: heelside pra toeside e toeside pra heelside, e confortável com elas usando transição com downloop.
- Entre com velocidade moderada. O bastante pra ter estabilidade, devagar o suficiente pra fechar um raio curto pra upwind.
- Entre de heelside e não mexa nos pés. Você não precisa trocar de stance em nenhum momento do giro, e é por isso que as fontes mandam o pessoal fazer o 360 antes das tacks.
2. Carve pra upwind com o kite no alto
- Leve o kite exatamente pra cima da sua cabeça antes de começar a carvar pra upwind. Kite primeiro, board um instante depois.
- Enquanto o kite sobe, empurre a barra pra fora e tire potência.
- Comece o giro com as mãos na altura da cabeça e empurre a barra pra frente durante toda a curva, nunca pra trás. Se pular isso, as linhas te travam.
- Mantenha o peso centrado em cima do board. Jogar o corpo pra trás pra passar pelas linhas, ou tentar entrar como se fosse um backroll, é o erro que quase todo mundo comete aqui.
- Não carve enquanto o kite ainda está subindo. Você tensiona as linhas, o kite resiste porque quer te puxar pra downwind, e você quer ir pra upwind.
3. Loope o kite passando da metade
- Use o kite como relógio. Quando ele chegar no ponto mais alto, você já tem que ter passado da metade do giro.
- É aí que você começa o loop. Puxe a mão de trás e gire o kite de forma agressiva na direção pra onde você quer ir.
- Vá até o fim. Quando você estiver apontando pro lado contrário já perdeu quase toda a velocidade, então o loop tem que começar na hora certa e ser levado até o fim.
- Espere o board girar mais rápido que o kite. O hydrofoil é eficiente a ponto de você já estar apontado pra nova direção com o kite ainda terminando o loop. A variável que a fonte cita é o comprimento das linhas: quanto mais longas, mais devagar o kite gira ou loopa.
- Corrija o kite na saída do loop pra ele não bater na água.
4. Saia na mesma direção em que entrou
- Volte o peso pro pé da frente e esteja pronto pra segurar a sustentação assim que acelerar. Mais velocidade significa mais sustentação.
- Você vai sair andando de volta na mesma direção. O 360 não muda o seu rumo, então deixe espaço pra isso.
- Se você estiver tocando na água: entre com mais velocidade, loope o kite mais cedo ou carve mais rápido no foil. Se precisar, os três juntos.
- Treine também no seu lado fraco. Não teste manobra nova só no lado forte: o autor de um desses guias fechou o primeiro 360 sem tocar na água justamente no lado fraco.
Erros comuns e como corrigir
Erro
Carvar pra upwind cedo demais, com o kite ainda subindo.
Correção
Leve o kite pra cima da cabeça antes de começar a carvar. Se for cedo demais você tensiona as linhas, o kite resiste porque quer te puxar pra downwind, e você quer ir pra upwind.
Erro
Jogar o corpo pra trás pra passar pelas linhas, ou tentar entrar como se fosse um backroll.
Correção
Empurre a barra pra fora, deixe as mãos altas e faça o giro como se as linhas nem existissem, com o peso centrado no board. Barra baixa e mãos embaixo e as linhas te travam.
Erro
Tocar na água no meio do giro.
Correção
Entre com mais velocidade, loope o kite mais cedo ou carve mais rápido no foil. Se precisar, os três juntos.
Erro
Estar sem peso no pé da frente quando o kite te puxa pra fora.
Correção
Volte pro pé da frente e esteja pronto pra segurar a sustentação enquanto acelera, porque mais velocidade gera mais sustentação.
Erro
Girar o board antes do kite, ou se antecipar e deixar as linhas frouxas.
Correção
Inicie o giro primeiro com o kite, poucos instantes antes de iniciar com o board. Não brigue com a tração nem se antecipe. Vá junto, como se ele estivesse te puxando pela curva.
Se der errado
- Use colete de impacto e capacete. A MACkite lista os dois no check pré-sessão da tack de carve pra upwind que ele mesma chama de base pros carving 360.
- Não entre na água muito underpower nem muito overpower. Isso fixa vício de técnica, atrasa a evolução e te coloca numa situação ruim de segurança.
- Com vento fraco, kite na água significa nado. É justamente nesse vento que você não relança e acaba voltando nadando com ele.
Aprenda isso com um coach, não numa página
Este guia explica o que é a manobra e onde os riders erram, para você chegar na sessão sabendo o que vai tentar. Ele não consegue olhar sua pipa, ler a rajada que vem nem impedir você de se comprometer com algo para o qual ainda não está pronto — um coach ou instrutor consegue.
Encontrar uma escola certificadaReferência educacional, não instrução. Kitesurf é um esporte de risco: os passos aqui reproduzem o que escolas, instrutores e bibliotecas de técnica nomeadas ensinam, e a página lista exatamente quais — mas as condições reais envolvem vento, rajadas, estado do mar, tráfego e comportamento de equipamento que nenhum guia escrito cobre. As escolas também ensinam variações legítimas; onde nossas fontes divergem, a página diz isso em vez de escolher uma. Avalie o seu próprio preparo, use os sistemas de segurança da sua pipa e não tente uma manobra só porque uma página fez ela soar possível. A KitesurfingOfficial não se responsabiliza pelo uso destas informações na água.
Perguntas de riders
O que eu preciso já estar fechando antes de tentar um Foil Carving 360?+
As duas jibes: heelside pra toeside e toeside pra heelside, e confortável com elas usando transição com downloop. A progressão maior que as fontes descrevem passa por taxiing, planeios curtos, jibes, quilometragem andando de toeside e depois troca de pés. O 360 vem depois disso, junto com as tacks.
É um salto?+
Não. Tanto a revista quanto a escola que hospedam o tutorial do Alex Buss descrevem a manobra como um backroll sem voo, ou seja, você faz o círculo completo em cima do foil.
Preciso trocar os pés durante a rotação?+
Não, você não precisa trocar de stance em nenhum momento do giro, e é por isso que um dos guias recomenda tentar o 360 antes da tack. A Progression descreve a tack de heel pra toe como sair no meio do 360, antes de loopar o kite, e diz que a primeira metade dessa tack é muito parecida com o 360 padrão: entrar de heelside e carvar pra upwind.
Qual kite e qual vento combinam melhor?+
Potência moderada em água flat. A Progression chama 8 a 10 m de ótimo pra aprender essa família de manobras, um bom meio-termo entre sustentação e velocidade de voo, já que de 6 m pra baixo o kite sustenta por menos tempo. Ele também aponta que foil kites ajudam muito na tack pela sustentação prolongada. No kitefoil em geral o pessoal tira 2 a 3 metros quadrados do tamanho que usaria no twintip e prefere kite single strut ou sem strut. É isso que faz os loops das jibes e dos 360 ficarem bem suaves.
Meu board fecha o giro antes de o kite terminar o loop. O que está errado?+
É um problema conhecido do kitefoil: pela eficiência alto do hydrofoil o board gira mais rápido que o kite, então você já está apontado pra nova direção com o kite ainda no loop. A variável que a fonte cita é o comprimento das linhas, porque quanto mais longas, mais devagar o kite gira ou loopa. As medidas sugeridas são 20 a 22 m com kite 12 m, 18 a 20 m com 9 m e 16 a 18 m com 7 m.
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Fontes
Cada passo desta página remete às fontes abaixo. Onde elas divergem ou silenciam, a página diz isso em vez de adivinhar.
- Progression Sports — Learning the Kitefoil Tack Part 1
- MACkite Boardsports Center — Expert Foiling: Duck Tack to Toeside (Ticket to Glide Ep 05)
- MACkite Boardsports — Foilboard Transitions: Heelside to Toeside (Ticket to Glide Ep. 02)
- IKSURFMAG — Kite Foil 360 Tutorial (Alex Buss)
- The Foiling Collective — How to Kite Foil (tutorials by Alex Buss, Kitesurf College)
- Megaloop Kiting — How to Kite Foil: The Absolute Beginner Guide
- Bay Area Kitesurf — Rob Claisse: Learning the Kitefoil Tack techniques
- Progression Sports — Foiling Gybes: Carving Turns, Kite over the Top (Danny Morrice & Rob Claisse)