Touch-and-Go é um exercício de kitefoil em que você deixa a prancha subir no foil e já coloca de volta taxiando, repetindo até achar o ponto de equilíbrio.
Também conhecida como: touch down · short gliding · short glidings
Pré-requisitos
Destrava
Nada na árvore depende dela ainda — a manobra vale por si.
Escolas ensinam de formas diferentes
Nossas fontes divergem em dois pontos. Straps: a Zephyr Kite Tours ensina um único strap no pé da frente, para que o pé de trás fique bem em cima do mastro, enquanto a Elite Watersports manda usar dois straps ou andar strapless e nunca com um só, por causa do risco de lesão. De onde vem a sustentação: a BINDY descreve a subida como velocidade mais pressão no pé da frente, enquanto a Progression Sports descreve o peso indo para trás, sobre o pé de trás, como o que carrega o foil e faz ele subir. A Zephyr Kite Tours ensina as duas dicas como uma sequência só (treinar mais pressão no pé da frente, depois mover o peso devagar para trás, colocando cada vez mais pressão no pé de trás até sentir o foil subir), então qual dica você escuta primeiro depende da fonte com que você aprende.
Condições ideais
Água flat, e 12 a 15 nós é a janela para iniciante mais citada (Zephyr Kite Tours, Elite Watersports, Kitesurfist). A BINDY coloca a faixa útil do foil mais baixo e mais larga, de 8 a 15 nós, observando que 8 a 10 nós já dá para andar, e diz para pegar o twintip de volta quando ventar 18+. A Progression Sports descreve um primeiro dia que funciona como cross-onshore e um pouco rajado, com 10 a 15 nós. A água precisa ser funda o bastante para o foil não bater no fundo, sem pedras ou recife embaixo de você.
Como fazer
1. Taxie antes de voar
- Monte o foil na praia com a prancha na areia e sem kite, suba nela e trabalhe equilíbrio, posição dos pés e amplitude de movimento antes de entrar na água.
- Passe de uma a três sessões inteiras andando com a prancha rente à superfície, sem decolar nenhuma vez. Esse é o tutorial de equilíbrio, para você não ter que controlar o voo e o kite ao mesmo tempo.
- Aponte a prancha atravessado ao vento e mantenha só uma cravada bem leve.
- Deixe o kite parado no alto, acima de 10:30 ou 1:30 na janela, e não deixe ele cair abaixo de 45°. Quanto mais alto o kite fica, mais devagar você anda enquanto seus pés aprendem.
- Empilhe seu peso bem em cima da prancha e não se incline demais para trás.
2. Deixe subir
- Ganhe velocidade na superfície e depois pressione o pé da frente. Velocidade mais pressão no pé da frente é o que levanta a prancha.
- Se ela continuar grudada na água, deixe o peso migrar para trás, em cima do pé de trás. Isso carrega o foil e faz ele subir.
- Use um mastro curto para isso, na faixa de 75 cm. Mastro curto significa voo baixo, queda de menos altura e recomeço mais fácil.
- Conte com cinco a dez segundos no ar antes de dar breach ou estolar nas primeiras tentativas. É assim que se parece uma primeira decolagem normal.
3. Coloque de volta na água na hora
- No instante em que você sentir a prancha sair da água, jogue todo o peso de novo para a frente para trazê-la de volta. Descer o foil costuma ser mais difícil do que subir, e fazer isso na hora é o que acelera sua evolução.
- Incline para a frente com todo o peso do corpo centrado sobre a perna da frente, que a prancha assenta de volta na superfície e segue andando numa boa.
- Sobe, toca, volta a taxiar, sobe de novo. Vá atrás de repetições do glide curto.
- Leve a pressão para a frente, depois devagar para trás até o foil subir, e então tudo para a frente de novo. O ponto de equilíbrio que você procura fica em algum lugar no meio dessa transferência entre o pé da frente e o de trás.
- Use prancha suficiente para que tocar a água vire um quique de onde você continua andando. Se a prancha for grande o bastante para tocar e seguir, você economiza a energia que gastaria nadando e acumula repetições.
Erros comuns e como corrigir
Erro
Levar os vícios do twintip para o foil, com o peso apoiado no pé de trás.
Correção
Incline para a frente e centre todo o peso do corpo sobre a perna da frente. Peso atrás, em cima do pé de trás, carrega o foil e faz ele subir sem você ter pedido.
Erro
Breach em série: a prancha sobe demais, o front wing sai da água, você cai, e a próxima subida faz a mesma coisa.
Correção
Esse loop é a sua pressão instintiva no pé de trás. Mova o peso para a frente. Depois de cada queda, leva um segundo até o atrito da água voltar a agir sobre o front wing, e é por isso que você sobe de novo na hora e dá breach outra vez, e outra.
Erro
Querer subir no foil logo de cara nas primeiras sessões.
Correção
Taxie tempo suficiente para acumular sensibilidade de prancha antes de tentar subir e planar. Quem pula essa etapa é quem se frustra cedo.
Erro
Escolher um front wing pequeno demais.
Correção
Comece na faixa de 1250 a 1500 cm². Um front wing maior dá sustentação em baixa velocidade e perdoa seus erros; o pequeno castiga.
Erro
Querer um mastro de 100 cm já no primeiro setup.
Correção
Comece com 75 cm. Com mastro longo você erra decolagens e cai de mais alto, o que é mais perigoso.
Se der errado
- Use capacete e colete de impacto em toda sessão, principalmente enquanto está aprendendo. A roupa de neoprene protege o corpo de cortes e as luvas protegem as mãos.
- Caia para longe da prancha e use o kite para te puxar para longe dele.
- Proteja a cabeça na queda e de novo quando você voltar à tona.
- Espere que o foil dispare para a frente numa direção inesperada, ou até voe pelo ar, e espere que ele te acerte de novo enquanto você se recupera da queda.
- Se um pé escapar do strap, tire o outro na hora. Ande com dois straps ou strapless, nunca com um só.
- Aprenda num pico com água funda o bastante para o foil não bater no fundo, e sem pedras ou recife embaixo.
Aprenda isso com um coach, não numa página
Este guia explica o que é a manobra e onde os riders erram, para você chegar na sessão sabendo o que vai tentar. Ele não consegue olhar sua pipa, ler a rajada que vem nem impedir você de se comprometer com algo para o qual ainda não está pronto — um coach ou instrutor consegue.
Encontrar uma escola certificadaReferência educacional, não instrução. Kitesurf é um esporte de risco: os passos aqui reproduzem o que escolas, instrutores e bibliotecas de técnica nomeadas ensinam, e a página lista exatamente quais — mas as condições reais envolvem vento, rajadas, estado do mar, tráfego e comportamento de equipamento que nenhum guia escrito cobre. As escolas também ensinam variações legítimas; onde nossas fontes divergem, a página diz isso em vez de escolher uma. Avalie o seu próprio preparo, use os sistemas de segurança da sua pipa e não tente uma manobra só porque uma página fez ela soar possível. A KitesurfingOfficial não se responsabiliza pelo uso destas informações na água.
Perguntas de riders
Que vento eu quero para treinar o touch-and-go?+
A Zephyr Kite Tours e a Elite Watersports colocam a janela de iniciante em 12 a 15 nós, e a Kitesurfist acrescenta água flat. A BINDY vê diferente e trata 8 a 10 nós como já suficiente para andar de foil, recomendando manter as sessões de foil na faixa de 8 a 15 nós e voltar para o twintip assim que ventar 18 ou mais. O primeiro dia que a Progression Sports dá como exemplo foi cross-onshore e um pouco rajado, com 10 a 15 nós.
O que eu preciso saber fazer antes de tentar?+
A Megaloop Kiting diz que é bom já saber fazer o water start com downloop e a transição no twintip ou no surfboard. A BINDY manda você levantar como levantaria no twintip e depois passar de uma a três sessões inteiras andando com a prancha na superfície, sem decolar nenhuma vez, para não ter que controlar o voo e o kite ao mesmo tempo. A Progression Sports acrescenta que um tempo no surfboard deixa você treinar a nova postura sem os crashes extremos.
Quantas sessões até eu conseguir voos curtos?+
A resposta da BINDY é 3 a 5 sessões para os primeiros voos curtos, de 10 a 30 segundos, 10 a 15 sessões para voos longos estáveis e 30 ou mais para andar de foil de forma totalmente autônoma. Na divisão por etapas, a primeira decolagem dura de 5 a 10 segundos até você dar breach ou estolar, e depois vêm 2 a 5 sessões até chegar a voos estáveis de 30 segundos.
Por que o foil fica saindo da água e me derrubando?+
Isso é breach. A Zephyr Kite Tours define como a prancha sendo levada alto demais, de modo que o front wing sai da água. Se repete porque, depois que você pousa, leva um segundo até o atrito da água voltar a agir sobre o front wing, então você sobe de novo na hora e dá breach outra vez, e outra. Se o breach continua, é porque você está com pressão instintiva demais no pé de trás.
Que equipamento deixa esse exercício mais fácil?+
A BINDY recomenda mastro de 75 cm, front wing de 1300 a 1500 cm², prancha de 4'8" a 5'4" (140 a 165 cm) com 35 a 50 L para riders de 70 a 90 kg, e um kite 2 a 4 m² menor que o tamanho do seu twintip. A Elite Watersports fica no mesmo terreno, com front wing de 1250 a 1500 cm², mastro de 60 a 70 cm, prancha de 5'2" ou mais comprida e o 9 m ou 7 m que você já tem, e lembra que uma prancha grande o bastante para tocar a água e seguir andando economiza a energia que você gastaria nadando. A Megaloop Kiting dá o comprimento de prancha para iniciante como 130 a 150 cm.
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Fontes
Cada passo desta página remete às fontes abaixo. Onde elas divergem ou silenciam, a página diz isso em vez de adivinhar.
- Zephyr Kite Tours — Kitesurfing Tip: How to Ride a Foil Board
- Progression Sports (Rob Claisse) — 3 Tips for Your First Day on a Kite Hydrofoil Board
- BINDY — Learn kitefoil: from kite to foil, the complete progression guide
- Elite Watersports — Why Learn to Kite Foil? Beginner's Guide
- Megaloop Kiting — How to Kite Foil: The Absolute Beginner Guide
- Kitesurfist — Is Kite Foiling Dangerous?