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Ondas · Intermediário

Down-the-Line Wave Riding

No down the line você manda o kite na frente, seguindo a linha da onda, e vai atrás dele até ele parar de puxar, daí surfa a parede aberta na força da onda.

Também conhecida como: down the line riding

Escolas ensinam de formas diferentes

Os coaches discordam sobre onde o kite fica no meio da manobra. A Kitekahunas leva ele de um lado da janela ao outro passando direto pela zona de força, mantendo o kite baixo o tempo todo. Naish e Ben Wilson sobem o kite antes de você subir a parede e trazem de volta pra baixo antes de descer. Os mesmos dois lados se dividem sobre a perna de trás no top turn: a Kitekahunas estica ele com força no tail, enquanto o Reo Stevens mantém o joelho de trás dobrado pra absorver o solavanco e segurar pressão constante no tail.

Condições ideais

A Ben Wilson Coaching aponta side-shore a side-onshore como o ideal, porque ali o kite drifta down the line em vez de te arrancar da onda. A Naish manda o pessoal pra picos de side-shore ou offshore e diz pra manter o kite estável a 45 graus em vento off e side-off; o Peter's Kitesurfing Handbook põe o mesmo teto de 45 graus pra que o kite não te levante da prancha. Antes de entrar, a Naish quer que você leia a arrebentação: a onda quebra onde é mais raso, cheque a correnteza, espere a série terminar, e lembre que depois que a onda quebra a água se junta e muitas vezes afeta a velocidade do vento que o kite está pegando.

Como fazer

  1. 1. Se preparar e alinhar com a onda

    • Dispare todos os safeties antes de entrar na água, pra ter certeza de que o kite sai rápido e limpo.
    • Leia a arrebentação antes: a onda quebra onde é mais raso, então marque esse ponto, veja se tem correnteza pra ficar de olho e deixe a série passar antes de sair. Depois que a onda quebra, a água se junta e pode mudar o vento que o kite está pegando.
    • Saia atravessando a espuma em ângulo, não de frente, com o kite alto e a barra empurrada pra ganhar o lift extra por cima da espuma.
    • Volte pra fora de toeside, assim você encara a onda nos dois sentidos sem trocar os pés na prancha.
    • Baixe o kite pra uns 45 graus e segure ele ali enquanto escolhe a sua onda.
    • Faça o check de três pontos antes de assumir a onda: pé da frente no lugar, pé de trás no lugar, joelhos dobrados.
  2. 2. Bottom turn

    • Fique enganchado até ter controle de verdade da sua velocidade e da sua posição na onda.
    • Abaixe o centro de gravidade e incline sobre o rail de heelside até quase encostar a bunda na água.
    • Segure esse rail de heelside até estar uns três quartos do caminho pra cima da onda.
    • Empurre a barra durante o bottom turn e puxe de volta no fim dele pra construir a velocidade que você precisa lá em cima.
    • Encoste a mão de trás na água e gire em volta dela como ponto de pivô.
    • Suba o kite antes de começar a subir a parede, pra ele estar sempre um passo à sua frente e nunca correndo atrás de você.
  3. 3. Top turn

    • Leia a parede na subida e comece o turn na metade da onda, quando a seção está aberta.
    • Dê um puxão decidido na barra pra levar o kite pro outro lado da janela.
    • Empurre a barra de volta logo depois do puxão, pra sua atenção ficar toda na prancha.
    • Vire a cabeça com força na direção do turn e jogue o ombro da frente junto.
    • No pocket, force o tail da prancha com a perna de trás e estique ela o máximo que der, mantendo a perna da frente dobrada pra levar o arco até o fim.
    • Tire power na saída, porque agora o kite está puxando pro lado contrário de onde você quer levar a prancha.
  4. 4. Voltar down the line

    • Assim que a prancha não girar mais na direção do kite, empurre o bico de volta down the line com o pé da frente.
    • Abra a barra e deixe o kite mais pra trás na janela, pra ele flutuar downwind e não dar backstall.
    • Siga o kite com a prancha até ele parar de te puxar e só continuar voando, enquanto a onda faz o trabalho.
    • Mantenha ele abaixo de 45 graus, senão ele te tira da prancha.
    • Se você estiver desenganchado e a velocidade fugir do controle, segure o chicken loop pra tirar power.

Erros comuns e como corrigir

Erro

O kite dá backstall, faz overfly ou cai do céu assim que você aponta a prancha pra ele e desce a parede.

Correção

Tire power e deixe ele mais pra trás na janela, aí ele drifta e continua flutuando downwind. Um kite que não drifta te obriga a fazer curva fechada atrás de curva fechada só pra manter tensão nas linhas, e isso acaba com a descida down the line.

Erro

Desenganchar cedo demais, antes de a onda ser realmente sua.

Correção

Fique enganchado até o último segundo e só desenganche quando tiver controle total da velocidade e da posição na onda. Desenganchar cedo demais te faz perder o controle e queimar a onda inteira.

Erro

Ficar olhando pro kite durante o turn.

Correção

A maioria presta atenção demais no kite que está na mão e de menos na prancha que está no pé. Conduza o turn com o olhar: olhe pra onde quer ir e aponte o peito pra lá.

Erro

Levar pra prancha de surf o vício de twin-tip de forçar no pé de trás.

Correção

Na prancha de surf o peso fica bem mais equilibrado, então se for pra errar, erre pro lado de compensar demais e manter mais peso no pé da frente. Quem anda strapless sente isso primeiro.

Erro

Errar o tempo do puxão no kite na hora de armar o top turn.

Correção

Puxou cedo demais, o kite te arranca da onda antes de você chegar no pocket. Puxou tarde demais, ele te joga por cima da onda e o top turn não acontece. Um puxão decidido na hora de assumir, e depois empurra a barra.

Se der errado

  • Treine acionar todos os safeties antes de sair, pra conseguir soltar o kite por completo e rápido, e faça um check de release antes de entrar na água.
  • Se o kite estiver na arrebentação, acione o safety e desconecte de vez em vez de continuar preso nele. Com você ainda na barra, a tensão nas linhas rasga o kite fácil.
  • Se você desenganchou e está com velocidade demais, passe a outra mão e segure o chicken loop pra tirar power do kite.

Aprenda isso com um coach, não numa página

Este guia explica o que é a manobra e onde os riders erram, para você chegar na sessão sabendo o que vai tentar. Ele não consegue olhar sua pipa, ler a rajada que vem nem impedir você de se comprometer com algo para o qual ainda não está pronto — um coach ou instrutor consegue.

Encontrar uma escola certificada

Referência educacional, não instrução. Kitesurf é um esporte de risco: os passos aqui reproduzem o que escolas, instrutores e bibliotecas de técnica nomeadas ensinam, e a página lista exatamente quais — mas as condições reais envolvem vento, rajadas, estado do mar, tráfego e comportamento de equipamento que nenhum guia escrito cobre. As escolas também ensinam variações legítimas; onde nossas fontes divergem, a página diz isso em vez de escolher uma. Avalie o seu próprio preparo, use os sistemas de segurança da sua pipa e não tente uma manobra só porque uma página fez ela soar possível. A KitesurfingOfficial não se responsabiliza pelo uso destas informações na água.

Perguntas de riders

Qual direção de vento o down the line pede?+

A Ben Wilson Coaching chama de ideal o vento de side-shore a side-onshore, porque nesse ângulo o kite drifta down the line com facilidade e não te arranca da onda. A Naish manda o pessoal pra picos de side-shore ou offshore e diz pra manter o kite estável a 45 graus em vento off e side-off. O Peter's Kitesurfing Handbook põe o mesmo teto pelo lado da segurança: kite abaixo de 45 graus, senão ele te levanta da prancha.

O que você precisa saber fazer antes de tentar isso?+

A Kitekahunas espera que você já navegue confortável e no controle, ganhe upwind, ande de toeside e emende pelo menos transições e mudanças de direção básicas; boa parte de quem chega nas ondas já salta. Eles calculam que um freerider intermediário está a uns dez dias de prática de virar um kitesurfista de onda. O Peter's Kitesurfing Handbook trata o toeside upwind como o que vale a pena dominar, porque te deixa cambar nos dois sentidos sem trocar os pés. Progression e IKSURFMAG dizem pra construir as curvas em carve na água lisa primeiro, e a Kitekahunas recomenda ter quatro transições diferentes em carve firmes no twin-tip antes de passar pra direcional.

Por que meu kite cai do céu na metade da onda?+

Porque você está indo rápido na direção dele e tirando a tensão das linhas. O Kitesurfist descreve drift como a capacidade do kite de voar com uma folga nas linhas e ficar parado, flutuando downwind, enquanto você surfa. Kite com drift ruim dá backstall, faz overfly pra trás pela janela com a borda de fuga na frente, ou simplesmente cai do céu. Os que driftam bem costumam ser leves, mais arqueados e com pontas largas, de aspect menor, e ficam mais pra trás na janela de vento.

Straps ou strapless?+

O Peter's Kitesurfing Handbook coloca a troca na mesa: os straps seguram a prancha nos pés em cima de água quebrada e na saída da crista, e facilitam o water start, mas limitam onde você pode colocar os pés e dificultam a jibe. Strapless te deixa posicionar os pés no melhor lugar tanto pra surfar quanto pra ganhar upwind, com o preço de water starts mais difíceis, de sair da prancha quando você sobe o kite e de ter a prancha solta em volta no wipeout. A Progression defende ir pro strapless cedo mesmo assim, porque os erros de distribuição de peso aparecem na hora, e sugere leash em ondas médias a grandes, principalmente quando não é beach break.

Preciso desenganchar?+

Não. O Peter's Kitesurfing Handbook descreve andar desenganchado como soltar a potência real do kite e liberar o corpo pra surfar e girar a prancha, com a potência ajustada no fino esticando ou puxando os braços, só que você perde o depower. O Ben Wilson fica enganchado até o último segundo e nunca desengancha sem controle total da velocidade e da posição na onda, aí puxa a barra e pega uma explosão de energia.

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Fontes

Cada passo desta página remete às fontes abaixo. Onde elas divergem ou silenciam, a página diz isso em vez de adivinhar.