No Strapless Upwind 360 você carva a prancha subindo pelo olho do vento e segue girando pelo downwind até voltar pro lado original, sem mexer os pés.
Também conhecida como: Strapless Carving Upwind 360 · Carving Upwind 360
Pré-requisitos
Destrava
Nada na árvore depende dela ainda — a manobra vale por si.
Escolas ensinam de formas diferentes
A IKSURFMAG publica duas versões dessa manobra, e as instruções de kite se contradizem. O Strapless Upwind 360 simples mantém o kite do lado em que você começou (indo pra direita, nada além das 12:15), tira a tensão das linhas pra você conseguir empurrar a barra atravessado e pivota a prancha pelo downwind. Downloop não aparece em momento nenhum ali. Já o Strapless Carving Upwind 360 leva o kite atravessando as 12 pro outro lado da janela e termina com um downloop push-pull completo na borda da janela, seguido de um carve de saída nos calcanhares. Escolha uma versão e fica nela durante a sessão.
Condições ideais
Água flat. O guia da versão carving da IKSURFMAG diz que água flat deixa tudo bem mais simples, porque fica mais fácil levar a prancha de carve pelo olho do vento, e o guia do duck tack avisa que quanto mais picado o mar, mais difícil fica, já que a prancha perde velocidade mais rápido. Mais importante que qualquer número é o power: sem power você mal consegue fazer o carve e fica procurando um apoio que não vem, com power sobrando você é puxado pra todo lado e ainda assim briga com o carve. Com muito pouco vento a segunda metade vira um pivô na rabeta, e com mais vento vira um carve pra dentro e um carve pra fora. Nenhuma fonte que citamos para esta página dá uma faixa de vento em nós.
Como fazer
1. Entrada e carve até passar do vento
- Põe o pé da frente adiantado o bastante pra prancha ficar plana embaixo de você quando ela parar. O pé de trás fica em cima da linha central, sobre as quilhas dianteiras ou um pouco à frente delas.
- Chega num rumo upwind com o rail carregado e com velocidade que você ainda consiga controlar. Se vier rápido demais, você vira a prancha mais plana, as quilhas soltam e ela desliza em vez de fazer o carve.
- Mantenha as mãos no centro da barra pra não jogar o kite pro lado assim que começar a virar.
- Deixe o kite driftar devagar até as 12 e empurra a barra assim que ele chegar lá, pra tirar a tração antes de você se comprometer com a curva.
- Baixa o peso, crava o rail com os dois pés e os dois joelhos e faz o carve subindo pelo olho do vento. O peso fica sobre o pé de trás sem que você afunde numa flexão profunda, senão a rabeta escapa embaixo de você.
2. Passa o vento e sobe em cima da prancha
- Fica no rail o caminho todo até passar do vento, empurrando contra a prancha com a perna de trás pra rabeta não soltar.
- Conforme a perna de trás estica, deixa o peso correr pra frente na direção do bico e traz a perna da frente de volta pra baixo do corpo.
- Puxe a barra de volta pra ter apoio enquanto a prancha passa pelo vento.
- Para de empurrar contra a prancha e amolece os joelhos pro quadril poder balançar pra baixo da barra.
- Fica de pé sobre a prancha com o peso realmente sustentado pelo volume dela. Cabeça e ombros erguidos sobre o quadril, peso empurrando pra baixo pelo pé da frente.
- A prancha para de vez aqui, então mantém o kite driftando devagar. O apoio vem da barra: dá pra parar um instante e respirar.
3. Passa a barra e leva o bico de volta pro downwind
- Tira toda a tensão das linhas pro kite não conseguir te puxar e empurra a barra devagar atravessando o corpo. Mesmo manejo do duck tack, só que com os pés colados onde estão.
- Deixe cabeça e ombros acompanharem a barra sem girar o corpo atrás dela.
- Leva o quadril de volta sobre o pé de trás e estica a perna da frente.
- Deixe o quadril cair pra afundar a rabeta e levantar o bico, assim a prancha consegue pivotar.
- Na versão carving, aplica um push-pull completo: mão da frente puxada pra baixo, mão de trás empurrada até o fim, barra paralela à linha central e o kite fazendo o downloop na borda da janela.
- Com muito pouco vento a prancha simplesmente pivota na rabeta aqui. Com mais vento você entra e sai fazendo carve.
4. Mergulha o kite, absorve o power, sai no carve
- Traz a barra pra dentro e continua puxando a mão da frente enquanto o bico passa pelo downwind.
- Leva bumbum e ombros pro lado upwind da prancha antes de a tração chegar, senão ela te arranca.
- Absorve o tranco com o peso atrás enquanto o kite volta pela janela.
- Rola pros calcanhares e sai no carve com o rail novo.
- Assim que o kite voltar a subir, para de dirigir e nivela a barra pra ele se alinhar no rumo novo.
- Aponte kite e prancha atravessados no vento, na direção em que você vai. A saída é igual ao final de um tack ou a um beach start.
Erros comuns e como corrigir
Erro
Você chega rápido e com power sobrando, as quilhas soltam e a prancha desliza em vez de fazer o carve.
Correção
Controla a velocidade e trima o kite. A IKSURFMAG também diz que, com power demais e a barra longe de você, fica difícil virar forte pra upwind.
Erro
Você cai pro lado downwind da prancha na metade da curva.
Correção
Duas causas: a rabeta escorregou porque você esticou demais a perna de trás, ou o kite foi longe demais pra frente e baixo demais e te arrancou. Mantenha o rail cravado e o kite alto, do lado em que você começou.
Erro
A prancha não passa pelo downwind e simplesmente para apontada pro vento.
Correção
Seu peso está preso no pé da frente e a prancha não consegue pivotar, ou o kite está parado acima ou atrás de você, sem nada pra te puxar na volta. Joga o quadril pra trás e mantém o kite em movimento.
Erro
A prancha não faz carve o suficiente pra subir contra o vento.
Correção
Você está deslizando e se puxando na volta em vez de virar a prancha com o rail. Sente a pressão enquanto crava e usa essa força pra girar. E faz o arco com pressa: arrastado não funciona.
Erro
O downloop te arranca da prancha na segunda metade.
Correção
Você puxou cedo demais, ou tem power demais na área. Trima o kite primeiro e garante que o loop aconteça na borda da janela. Se ainda bater com essa força, desce um tamanho de kite.
Erro
Você perde o apoio do kite justo na hora de ficar de pé em cima da prancha.
Correção
Ou você nunca deixou o kite driftar até as 12, ou passou demais delas. Deixe driftar um pouco mais se nada te segura, e traz de volta se ele estiver te puxando pra fora da prancha.
Se der errado
- Aprende onde perder a prancha não te custa nada. A The Kite Spot diz pra começar o strapless em água flat e andar em água pelo menos na altura da cintura, pra proteger suas pernas e as quilhas.
- Anda sem leash de prancha. A The Kite Spot diz que leash não é usado nem por iniciante no strapless nem por quem faz strapless freestyle, e a Matos Tarifa explica o porquê: quando o cabo chega no comprimento máximo, a prancha é catapultada de volta na sua direção, e depois de uma queda a única coisa pra fora d'água é a sua cabeça.
- Encara o leash e as fixações como risco de enrosco também. A Matos Tarifa aponta que a prancha e o sistema de fixação podem acabar enrolados nas linhas e na barra e disparar um death loop.
- Deixe seu body drag sólido a ponto de você mesmo buscar a prancha. A Matos Tarifa chama o body drag de habilidade fundamental do kitesurf, que deveria ser ensinada assim que o primeiro dedo do pé toca a água, e registra que IKO e FAV proíbem leash de prancha no ensino.
- As fontes só abrem espaço pro leash em situações específicas: a Kitefun Tarifa diz pra usar só se a sua prancha puder ir parar nas pedras, e a The Kite Spot cita reef breaks, line-ups cheios e ondas grandes.
- Resolve o trim antes de encarar a segunda metade com power. Se o kite ainda dá tranco na borda da janela, sai com um menor em vez de brigar com ele.
Aprenda isso com um coach, não numa página
Este guia explica o que é a manobra e onde os riders erram, para você chegar na sessão sabendo o que vai tentar. Ele não consegue olhar sua pipa, ler a rajada que vem nem impedir você de se comprometer com algo para o qual ainda não está pronto — um coach ou instrutor consegue.
Encontrar uma escola certificadaReferência educacional, não instrução. Kitesurf é um esporte de risco: os passos aqui reproduzem o que escolas, instrutores e bibliotecas de técnica nomeadas ensinam, e a página lista exatamente quais — mas as condições reais envolvem vento, rajadas, estado do mar, tráfego e comportamento de equipamento que nenhum guia escrito cobre. As escolas também ensinam variações legítimas; onde nossas fontes divergem, a página diz isso em vez de escolher uma. Avalie o seu próprio preparo, use os sistemas de segurança da sua pipa e não tente uma manobra só porque uma página fez ela soar possível. A KitesurfingOfficial não se responsabiliza pelo uso destas informações na água.
Perguntas de riders
O que eu preciso saber fazer antes de tentar um upwind 360?+
O tack. O guia de strapless duck tack da IKSURFMAG diz que o único pré-requisito real é o tack, porque sem um carve limpo não rola, e o guia do carving upwind 360 diz que, se você manda tack de olho fechado, já tem a técnica e a paciência pra pegar essa. A versão carving é descrita lá como um duck tack heel-to-toe com um downloop pendurado no final. Antes de tudo isso, a Kitefun Tarifa diz que ajuda muito você já andar de twintip e bolinar, e de preferência dominar toeside e pop.
Qual é o nível de dificuldade?+
A IKSURFMAG classifica tanto o Strapless Upwind 360 quanto o Strapless Carving Upwind 360 como intermediário. O próprio guia da versão carving recomenda quebrar a manobra em duas metades: primeiro o carve subindo pro toeside, depois o downloop e o carve de saída. Tentar tudo de uma vez rende menos.
Onde exatamente fica o kite?+
Deixe driftar devagar até as 12 e empurra a barra assim que ele chegar. Na versão sem downloop, ele fica do lado em que você começou: indo pra direita, não passa das 12:15. Na versão carving o kite continua atravessando as 12 pro outro lado da janela e leva o downloop na borda dela. Nos dois casos, é exatamente isso que te tira o apoio no meio da manobra: não deixar driftar até as 12, ou passar longe demais delas.
Que prancha e que quilhas usar?+
Uma prancha de surf strapless. A The Kite Spot coloca a maioria dos riders médios em 25 a 29 litros e os mais leves em 21 a 25, e lembra que o que te mantém em contato com a prancha é a pressão dos pés cravando o rail na água. A Kitefun Tarifa diz que o thruster de três quilhas é o setup comum no strapless freestyle e vai bem em ondas médias, que quads giram mais rápido e que setups de cinco quilhas seguram mais em ondas grandes. Nada disso é específico dessa manobra.
Por que fazer um upwind 360, afinal?+
A IKSURFMAG resume assim: você sai da manobra sem ter mexido nem trocado os pés e seguindo na mesma direção, 360 graus completos. A graça é a mesma do duck tack, de onde ele veio: o Peter's Kitesurfing Handbook descreve o duck tack como um jeito de virar uma prancha direcional sem perder terreno pro downwind.
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Fontes
Cada passo desta página remete às fontes abaixo. Onde elas divergem ou silenciam, a página diz isso em vez de adivinhar.
- IKSURFMAG — How to Strapless Upwind 360
- IKSURFMAG — How to Strapless Carving Upwind 360
- IKSURFMAG — Strapless Heel to Toe Side Duck Tack
- The Kite Spot — Top tips for starting strapless kitesurfing
- Kite Fun Tarifa — Strapless Kitesurfing for Beginners: Complete Guide
- Matos Tarifa — Kitesurfing board leash: really dangerous or not?
- Peter's Kitesurfing Handbook — Duck Tack